A prevenção primária deverá ser cada vez mais uma medida a reforçar, uma vez que a criança infectada pelo VIH carrega, no seu dia-a-dia, um pesado fardo que, na maior parte das vezes, herdou da sua Mãe.
A prevenção ao nível da gravidez tem de ser encarada de uma forma muito séria, pois o controlo das formas de contágio é o primeiro passo para o combate à difusão pediátrica do VIH/SIDA.
O acompanhamento psicossocial das mães infectadas, para que cumpram o seu programa terapêutico, é uma medida, entre outras tantas, que tem de ser assumida em associação com medidas profiláticas, urge realizar campanhas de informação sobre a própria doença em todas as suas perspectivas.
A ignorância em que ainda se vive promove medos e “monstros” que facilmente se desmistificam face à informação clara e perceptível, ministrada por especialistas.
O apoio à família, antes e depois do nascimento da criança, sensibilizando-a, alertando-a e apoiando-a para que os cuidados que a criança necessita sejam sempre salvaguardados, é também uma medida que deveria estar presente face à problemática da SIDA.
Neste sentido, a Associação SOL tem com as pessoas infectadas – quase sempre com mulheres grávidas ou mães – uma abordagem de observação e, sempre que possível, de ternura.
Damos, então, início ao processo de socialização, onde uma das maiores preocupações é demonstrar os benefícios de uma ida, o mais breve possível, ao hospital, não só por questão de melhoria da sua qualidade de vida, através de um acompanhamento clínico adequado, mas também pelo prolongamento da própria vida – a sua e a dos filhos.
Neste processo é essencial mostrar-lhes, sempre, que têm a Associação SOL como retaguarda.
Criando-se uma relação de confiança por parte da Mãe/Futura Mãe, e como forma de sedimentar a interiorização dos valores de qualidade e preservação de vida, o acompanhamento da Associação SOL, estende-se à marcação de consultas, deslocação às consultas, deslocação às farmácias hospitalares onde são fornecidos os medicamentos, mantendo, sempre, o apoio social.
Após esta etapa, que pode assumir uma duração extraordinariamente variável, como de uma semana a um ano, são convidadas a fazerem parte do trabalho de voluntariado na Associação SOL, com o intuito de atingir diversos objectivos:
No momento em que a sua auto-estima está mais equilibrada e os valores suficientemente assimilados, para, sempre acompanhadas, desempenharem um papel na Casa SOL, são convidadas a passarem a trabalhadoras regulares, com todas as implicações em termos de direitos e deveres.
Simultaneamente, a Associação SOL pesquisa quartos para alugar em casas particulares, analisando e seleccionando os que preenchem os requisitos para acolher pessoas com este problema.
A Associação SOL, promove pequenas reuniões com os proprietários com o propósito de formar e informar sobre a doença.
Esta linha de acção decorre da própria filosofia da Associação SOL. Na convicção de que o medo advém do desconhecimento, ele é aceite nesse contexto, sem culpabilização. Só assim é possível iniciar um diálogo sério e transparente que promova o conhecimento da SIDA e que será o primeiro passo para o fim da discriminação e aceitação do outro como igual dentro da sua diversidade.
Actualmente existem algumas mães apoiadas ao nível de alojamento, sendo os senhorios a deslocar-se directamente à Associação SOL para entregarem os recibos e receberem as rendas. A relação de confiança estabelecida entre a Associação SOL, as mães e os senhorios, leva a que estes últimos, funcionem, muitas vezes, para estas mães e crianças, como a própria família.
Objectivos finais por tipologia de relação:
Ligação Mãe/SOL
Interacção SOL/Sociedade:
Por todas estas razões a sol em Março de 1997 fundamentada nas condições em que algumas mães ainda grávidas se encontravam:
pensou nos Apartamentos SOL cujo funcionamento em linhas gerais eram:
3 Mães por apartamento
1 com papel de ama dos bebés
2 trabalhando no exterior (podendo ser a Casa SOL)
Infelizmente, este projecto nunca se concretizou por falta de apoio financeiro.